Moradores do loteamento Esmeralda solicitam uso da tribuna livre para apresentar demandas na Câmara

por Matheus Dorácio última modificação 31/03/2026 16h04
Comunidade aposta no diálogo institucional para avançar pautas antigas
Moradores do loteamento Esmeralda solicitam uso da tribuna livre para apresentar demandas na Câmara
Foto: Matheus Dorácio

Moradores do Loteamento Esmeralda Parque, em Assis, procuraram a Câmara Municipal com o objetivo de solicitar o uso da Tribuna Livre durante uma sessão ordinária. A intenção é levar ao plenário as principais demandas da comunidade e buscar apoio dos vereadores para a discussão de possíveis soluções para questões enfrentadas no local.

O grupo foi recebido pelo presidente da Câmara, vereador Paulinho Mattioli, que orientou os moradores sobre os procedimentos necessários para formalizar o pedido e utilizar o espaço durante a sessão.

Representando a comunidade, o advogado Gil Domingos Prudência de Almeida afirmou que a mobilização surgiu diante de dificuldades relatadas por moradores ao longo dos anos. “Nós estamos buscando melhorias para o nosso loteamento, que, na visão dos moradores, está em uma situação crítica, com sensação de abandono. Por isso, viemos até a Câmara, que é a voz do povo, para tentar apresentar essas demandas”, declarou.

Segundo ele, a proposta é formalizar o pedido para uso da Tribuna Livre nos próximos dias. “Estamos fazendo o requerimento ao presidente para utilizar a tribuna e apresentar essas reivindicações em nome dos moradores do Loteamento Esmeralda”, explicou.

Durante a visita, os moradores também destacaram a recepção no Legislativo. “Fomos muito bem recebidos pelo presidente Paulinho Mattioli e pela equipe da Câmara, com todas as orientações sobre os documentos e o ofício que precisa ser apresentado”, pontuou.

O presidente da Câmara, Paulinho Mattioli, comentou a solicitação e destacou que o tema poderá ser acompanhado pelo Legislativo. “Os moradores vieram de forma respeitosa buscar informações sobre o uso da tribuna livre. Passamos toda a orientação necessária para que façam o requerimento corretamente e possam trazer essa pauta ao plenário”, afirmou.

Ele também mencionou que se trata de uma situação antiga, conforme relatos apresentados. “É um loteamento com mais de 20 anos, que, segundo foi relatado, teve sua origem sem toda a infraestrutura necessária. Hoje, os moradores apontam dificuldades, mesmo cumprindo com suas obrigações, como o pagamento de IPTU”, disse.

Segundo Mattioli, a Câmara pode atuar na articulação institucional. “Vamos levar o assunto aos vereadores e buscar, dentro do possível, avançar tanto nas questões administrativas quanto no diálogo com o Poder Executivo. Muitas situações já estão no âmbito judicial, mas outras podem ser tratadas de forma administrativa”, explicou.

Gil também reforçou a expectativa da comunidade. “Essa situação se arrasta há mais de 20 anos e a gente tem esperança de que, com esse espaço na Câmara, possamos avançar e encontrar soluções para os problemas do loteamento”, concluiu.