Maio Laranja: requerimento questiona ações do Executivo no combate ao abuso infantil

por Analli Venâncio última modificação 28/04/2026 11h06
Tema alerta para impactos da violência e reforça a necessidade de proteção às vítimas
Maio Laranja: requerimento questiona ações do Executivo no combate ao abuso infantil

A campanha Maio Laranja, voltada à conscientização e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, ganha destaque em Assis ao longo do mês de maio. A iniciativa tem como marco o dia 18, data que simboliza a mobilização nacional em defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

A campanha busca promover ações de prevenção, debates e proteção, envolvendo o poder público e a sociedade. O tema chama atenção para a vulnerabilidade das vítimas, muitas vezes expostas a situações de violência dentro do próprio convívio familiar, além da subnotificação dos casos, considerada alta.

O dia 18 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em memória de Araceli, menina sequestrada e assassinada em 1973, caso que marcou o país e reforçou a necessidade de enfrentamento à violência sexual contra menores.

No município, a Lei nº 7.401, de 23 de agosto de 2023, institui o Maio Laranja no calendário oficial, com o objetivo de ampliar ações de conscientização, prevenção e enfrentamento desse tipo de violência.

Durante sessão legislativa, foi apresentado um requerimento solicitando ao Executivo informações sobre o cumprimento da legislação municipal. Entre os questionamentos estão a realização de ações previstas na lei, as atividades que poderão ser desenvolvidas e, em caso de não execução, as justificativas para o não cumprimento.

O vereador Pastor Edinho, autor do requerimento (Nº 263/2026), destacou a importância da mobilização conjunta entre as secretarias municipais, especialmente de Educação e Assistência Social, para fortalecer as ações de combate e proteção às crianças e adolescentes.

“O tema exige atenção constante, devido à complexidade e aos impactos causados na vida das vítimas e de suas famílias, reforçando a necessidade de políticas públicas efetivas e contínuas”, afirmou.